OS NOSSOS ESCRITOS

TEXTOS AUTOBIOGRÁFICOS ELABORADOS PELAS ALUNAS DA DISCIPLINA
POESIA ELABORADA PELAS ALUNAS
POESIA, CONTOS E OUTROS TEXTOS TRABALHADOS NA AULA

sexta-feira, 9 de março de 2018




Quando Deus criou o mundo, Ele escolheu colocar animais nele, então decidiu dar a cada um o que cada um quisesse. Todos os animais formaram uma longa fila diante do seu trono, e o gato silenciosamente foi para o final dela. Para o elefante e para o urso ele deu força; para o coelho e o veado, rapidez; para a coruja, a habilidade de ver no escuro; para os pássaros e borboletas, grande beleza; para a raposa, astúcia; para o macaco, inteligência; para o cão, lealdade; para o leão, coragem; para a lontra, brincadeira. E isto foi tudo o que os animais pediram a Deus. Por último, Ele chegou ao final da fila, e lá estava o pequeno gato, esperando pacientemente. “O que você vai querer?” Deus perguntou ao gato.
O gato encolheu os ombros modestamente e respondeu: “Ah, qualquer coisa que tenha sobrado. Eu não me importo.”
“Mas eu sou Deus. Eu tenho tudo que quiseres.”
“Então eu vou querer um pouco de tudo, por favor.”
E Deus deu uma grande gargalhada da esperteza deste pequeno animal e deu ao gato tudo o que ele pediu, adicionando ainda graça e elegância e, só para ele, um ronronar suave que sempre atrai os seres humanos garantindo à ele uma casa acolhedora e confortável.
Mas Ele esqueceu de sua falsa modéstia.
Lenore Fleischer
https://afemaria.com/2011/05/30/quando-deus-criou-os-gatos/

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

HISTÓRIA EM 77 PALAVRAS

Cai não cai  não cai, tinha eu doze anos, queria aprender a andar de bicicleta! o meu irmão que era muito reguila e dono da dita, tentava segurar-me, mas largou-me e fui cair na berma da estrada num monte de silvas! Fiquei toda arranhada ; era sangue por todo o lado, eu a chorar e o meu irmão a rir às gargalhadas! Jamais irei esquecer esse dia e até hoje ainda não aprendi a andar de bicicleta.


Ana Maria Troncho. 70? anos. Academia Sénior de Estremoz

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

HISTÓRIA SEM "a"

77 PALAVRAS   Desafio nº37
HISTÓRIA SEM “A”
Eu vim de longe, de muito longe e penei muito pelo desejo de ver um filme: “O filho pródigo”  19
O miúdo resolveu seguir em frente e ir descobrir novos mundos diferentes do seu. 14
Depois de tempos idos e muito sofrimento, pensou nos seus e regressou com muito desejo que o recebessem de novo. 20
Houve um belo festejo pelo regresso do filho pródigo. 9
O filme ensinou-nos como nós devemos viver felizes e próximo dos que nos querem bem. 15

Adélia Alves, 81 anos, Estremoz, Academia Sénior de Estremoz, disciplina Poesia e Conto

domingo, 12 de fevereiro de 2017

77 PALAVRAS DESAFIO 23


Férias loucas

Férias loucas planeei
Com muita antecedência
Para Itália viajei
È em sonho! Mas paciência
A Veneza logo cheguei
Na gondola fui andar
Nem vi por onde andei
Com o nariz a tapar
O perfume era tão bom
E a gondola a baloiçar
Logo que atracou
Comecei a vomitar
Acordei assustada
Sem saber o que fazer
Se continuar acordada
Ou por Itália viajar
Mas com esta disposição
O melhor é terminar
Antes de ter um ataque de coração

Ana Maria Troncho  66 anos Estremoz

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O dinheiro abre todas as portas

O dinheiro abre todas as portas
Não na minha opinião!
Não abre as do coração
Não abre as da sinceridade
Abre, isso sim, as da corrupção
Abre sim, as da falsidade
Esta é a minha opinião!
Mesmo que me digam que não.
A amizade não se compra nem se vende
Pois só a conhece quem a sente
O dinheiro é vil metal !
Mas faz falta a toda a gente,
Quando é pouco ou muito, faz a pessoa diferente.


  Ana Maria Troncho 66 anos  Academia Sénior de Estremoz
 6-2-2017



"Pôr do Sol"

                                         

Como é belo o pôr do sol! Elevo o meu espírito e louvo este belo momento.
 Todo o universo se envolve em quietude e silêncio.
 O sol se esconde,contemplo o crepúsculo,e,por longo tempo,deixo-me envolver por este doce mistério.
  É de pequenos momentos como este,que procuro o que de belo o mundo nos oferece.
   É no que é simples que me descubro...que me encontro comigo mesmo!
    Como foi belo este momento!


                 Antónia Maria Ferrão Vidal, 75 anos, Academia Sénior de Estremoz



                         

terça-feira, 12 de abril de 2016

Éramos cinco

Éramos cinco
Pobres irmãos!
Éramos cinco
Alegres crianças!
Éramos cinco
Cheios de esperanças!
Éramos cinco
Muito unidos!
Éramos cinco
Muito sofridos!
Éramos cinco
De alma pura!
Éramos cinco
Com bravura!
Éramos cinco
Na mocidade!
Éramos cinco
Resta a saudade!!!!

Ana Maria Troncho

Ao nascer da bela aurora

Ao nascer da bela aurora
Já cantou o passarinho!
Queria ter-te aqui e agora,
A apanhar este solinho!

Vem ter comigo amor
Eu ensino-te o caminho,
Apaga-me esta dor,
Dá-me o teu carinho!

Esta vida de pastor,
É uma vida abençoada!
No verão é o calor,
No inverno é erva molhada!

Vem depressa amor,
Já tocou a alvorada! 
Trás-me um pouco de calor,
Por aqui é só geada!

Tenho o coração a arder, 
Vem depressa apagar!
Com saudade de te ver,
E passar a noite ao Luar!

Ana Maria Troncho

6-4-2016

DOIS POEMAS

UM ENCONTRO
De um encontro inesperado,

Nasce o que não foi pensado!
Na alegria de viver,
Vamos juntos conviver.
Ver o Sol ver a Lua. 
Passear pela rua, 
Vamos sorrir e brincar,
Correr e saltar,
Ser feliz a cantar! 
Sem dar por o tempo passar!
Não há tempo a perder,
Porque o que importa é viver.

Ana Maria Troncho                 3-4-2016

Aceitar-me como sou

Nem boa nem má,
Nem pobre nem rica,
Nem feia nem bonita
Nem nova nem velha,
Sou um ser que acredita!
Nesta vida(´as vezes maldita)
Tudo passa,nada fica!
Há que aproveitar,
Ver o tempo passar!
Sorrir! Passear!Cair ! Levantar!
Dormir! Sonhar!
(que aprendia a cantar)

Ana Maria Troncho