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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O CORREDOR

Em jovem vivi numa casa grande com grandes divisões, ao meio tinha um corredor com portas para quase todas elas.
Imagine-se uma casa de campo nos anos cinquenta, onde tudo era iluminado à luz das velas, candeeiros de petróleo e candeias de azeite. O corredor tinha alguns metros e era dividido ao meio por um arco.
Quando se entrava pela porta das visitas havia um espaço decorado com quadros e um grande espelho sobre uma mesa com uma jarra com flores. Ao meio do arco havia uma imagem de Rainha Santa Isabel para nos abençoar e, no chão, vasos com plantas. Era um espaço bem bonito que dava acesso à sala de visitas.
Do outro lado do arco era a parte pobre do corredor, só com um cabide para pendurar casacos e a porta de acesso à cozinha, onde se encontrava uma grande chaminé, onde à noite ardia uma grande lareira e onde se fazia o serão, à luz do candeeiro a petróleo, e se contavam anedotas e histórias de feitiçarias, em que muita gente acreditava. Terminado o serão, voltava-se ao corredor com as velas a iluminar o percurso até aos quartos. À passagem pelo corredor, as velas projetavam sombras, como se de fantasmas se tratasse e também se ouvia o ranger do soalho, o que era assustador.
Eglantina

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